domingo, 22 de julho de 2012

Passo a Passo: dicas para aprender a andar de skate

Já teve vontade de aprender a andar de skate, mas caiu antes mesmo de conseguir andar para a frente? Algumas pessoas têm bom equilíbrio, mas alguns de nós precisam de dicas para não dar com as costas no chão. Veja o passo a passo, e comece a praticar!
Os três tipos de pranchas de skate.


Passo 1 - Escolha a sua prancha

Há três tipos diferentes de pranchas. Cada tipo de prancha vai ter um tipo de equilíbrio diferente.

Uma prancha de skateboard tem aproximadamente 60 cm de comprimento e 30 de largura. As rodas são montadas em 

suportes parafusados à prancha. Uma superfície áspera em cima da prancha aumenta o atrito e facilita manter-se sobre a prancha.

A fishboard é um tipo de skate antigo que têm 60 cm de comprimento, mas 45 de largura. Ela é incrivelmente pesada e espêssa, e as rodas são montadas muito mais perto da parte de trás. Algumas têm um freio de borracha na parte traseira, para facilitar a parada. É muito difícil e caro de se conseguir uma fishboard, e elas não são produzidas em massa.

Já uma longboard tem entre 100 e 180 cm de comprimento, e 30 de largura. Estas pranchas têm a superfície áspera em partes da prancha e pequenos nichos para as rodas, mais largas e espessas. Estas pranchas são divertidas, mas difíceis de controlar.

Estilo regular contra estilo "Goofy"
Passo 2 - Decida qual será a sua postura
Todas as formas de se andar de skate requerem que você determine como vai ficar em pé sobre sua prancha. Se seu pé esquerdo está a frente, ou se seu corpo estiver virado para a direita, você está na postura "regular". Se seu pé direito está para a frente, ou seu corpo estiver virado para a esquerda, você está na postura chamada de "goofy". Você é destro ou canhoto? Para a maioria das pessoas, é mais fácil ficar com a mão dominante para trás e o pé opositor para a frente. A maioria das pessoas ficam viradas para a direita, uma vez que há mais destros que canhotos. O que é mais confortável? Tente ambas as posições e escolha a que for mais natural para você.



Virando à esquerda
Passo 3 - Suba na prancha
Existem duas maneiras de fazer isto. Se estiver em pé da maneira correta, você vai ser capaz de se mover em uma ladeira simplesmente movendo o peso do seu pé de trás para a frente.

Olhe para os parafusos que seguram as rodas na prancha. Coloque seu pé frontal nos dois parafusos debaixo do suporte frontal, com seu calcanhar e dedos para fora da borda da prancha. Coloque seu outro pé logo antes da prancha começar a se curvar, com o calcanhar mais para dentro da prancha. Ou...

Coloque o pé de trás na curva da prancha, depois das rodas traseiras. Coloque o pé da frente gentilmente nos dois parafusos, como no passo anterior. Não aplique pressão ainda.


Virando à direita
Passo 4 - Equilibre-se
Mantenha o peso nos pés.
Fique ereto.
Afaste as pernas.
Dobre os cotovelos e mantenha os braços perpendiculares ao chão.
Abaixe o seu centro de gravidade flexionando as pernas.



Passo 5 - Pratique a batida enquanto mantém o seu equilíbrio

Esta parte é a mais difícil, pois envolve tirar um dos pés da prancha para poder empurrá-la contra o chão.
Gire o seu pé da frente em 45 graus, para que os dedos fiquem ligeiramente mais à frente que antes. Coloque o peso na frente da prancha. Retire seu outro pé da prancha e mova-o acima e à frente do primeiro pé, com os dedos para a frente. Com um movimento único, empurre contra o chão com o pé levantado, fazendo força com a parte frontal da planta do pé.
Coloque o pé traseiro novamente na parte de trás da prancha e gire o pé frontal de volta ao lugar. Você pode fazer mais de uma batida por vez.


Equilibre-se


Passo 6 - Faça as curvas desviando o seu peso
Virando à direita: para pessoas com uma postura regular, incline-se suavemente e coloque mais peso na frente dos pés. Para pessoas com a postura "goofy", coloque mais peso nos calcanhares. Nesta postura, deve ser mais difícil virar para a direita do que para a esquerda.
Virando à esquerda: postura regular, mais peso nos calcanhares - ou seja, mais difícil que virar à direita. "Goofy", mais peso na frente dos pés.

Passo 7 - Prepare-se para as quedas
Apesar destes passos lhe ajudarem a manter seu equilíbrio, se não cair ao aprender os movimentos básicos, você vai cair inevitavelmente ao aprender os movimentos mais avançados. É melhor aprender como cair apropriadamente no começo do que se ferir ao cair tentando alguma manobra radical

Caindo para a frente:
Mantenha seu corpo virado de lado.
Coloque o cotovelo em frente ao rosto. Use a cotoveleira para absorver a queda.

Caindo de cara:
Endireite as pernas.
Coloque as mãos para a frente, como se fosse fazer flexões com os braços.
Vire a cabeça para trás.
Dobre os cotovelos. Termine em uma postura de flexão de braço, mas deixe que os cotovelos se dobrem e absorvam o choque.

Caindo de costas:
Endireite as pernas.
Mova os cotovelos para trás, deixando-os mais avançados que suas costas.
Encoste o queixo no corpo.
Deixe que as cotoveleiras absorvam o impacto.

Caindo de lado:
Coloque uma mão ou cotovelo na direção da queda.
Use a sua palma da mão ou cotoveleira para absorver a queda e impedir que a cabeça ou o corpo recebam o impacto. Caindo para a frente em ladeiras.

Endireite os pés.
Dobre-se em uma posição na qual pareça que está sentando nas pernas.
Derrape sobre as suas joelheiras até parar. Se precisar parar mais rápido, use as proteções de braço do mesmo modo.

Rolamento:
Este truque é usado por profissionais e entra no lugar da queda de cabeça. Mantém seu corpo em movimento, para que não absorva o grosso do impacto.
Coloque as mãos nos antebraços.
Erga os braços acima da cabeça.
Dobre-se, com a cabeça virada para o chão.
Coloque os braços no chão.
Use o momento para colocar o corpo em um rolamento.

Dicas para quem está começando no esporte
Peça a um amigo que saiba como andar de skate para lhe ajudar com os movimentos básicos.
Ande sempre com um kit de primeiros socorros.
Você pode afrouxar os suportes das rodas, mas nunca os parafusos que os seguram na prancha. Ao fazer isto, fica mais fácil fazer curvas, mas vai ser mais difícil manter o equilíbrio.

Avisos importantes
Aprender como cair é mais que importante. Deixar de se proteger em uma queda é a diferença entre ir parar no hospital e morrer.
Se estiver andando rápido, siga as normas e leis para bicicletas e fique fora da calçada.
Obedeça sempre a sinalização de trânsito.



Fonte: wikihow
Foto: Divulgação
Proradicalskate

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Slackline, equilíbrio físico e mental.


O Slackline surgiu nos EUA, através de escaladores que, impossibilitados de subir as montanhas devido ao mau tempo, fixavam suas cordas em dois pontos fixos e se equilibravam, para passar o tempo. Não demorou muito para essa brincadeira tomar grandes proporções e, em um pequeno espaço de tempo, se tornar um esporte.
Assim como todo esporte, o Slackline ganhou modalidades como, por exemplo, o Highline, que consiste em equilibrar-se em grandes altitudes, e o Trickline, voltado para a prática de manobras em cima dos equipamentos de Slackline. Independente da modalidade, tem uma coisa que o slackliner nunca pode perder, o foco e a concentração para não cair.

Montando o equipamento:
É muito importante ter em mente que a montagem do equipamento deve ser feita de forma correta, afinal o seu desempenho durante a prática desse esporte será altamente influenciado pela maneira que as fitas foram montadas.
Geralmente os melhores slackpoints estão localizados em praças, parques e praias. Afinal os pontos de fixação dos equipamentos são árvores. Assista ao vídeo a seguir e veja o passo-a-passo de como montar o Slackline da melhor maneira possível.

Os primeiros passos:
Quando vemos slackliners se equilibrando sobre as cordas até parece fácil, porém, quem está começando agora sabe o quanto é complicado manter o equilíbrio ao subir na corda, ou então dar os primeiros passos.
Para ajudar a equilibrar-se melhor, nós separamos algumas dicas. Entretanto vale lembrar que, apesar de segui-las, o mais importante é treinar. Só assim será possível melhorar as habilidades no esporte. Vamos às dicas:
1. Posicionar os pés de maneira correta
2. Manter a coluna reta, afinal é muito importante subir bem retinho na corda, para não gastar muita energia tentando se equilibrar.
3. Os braços são importantes para ajudar a manter o equilíbrio
4. Olha para um ponto fixo. Isso é importante para manter a concentração.

Modalidades de Slackline:

1. Trickline: Nessa modalidade o slackliner executa manobras ao mesmo tempo em que se equilibra na corda. Como o esporte é novo, o número de manobras ainda é um pouco limitado, entretanto já existem manobras muito complexas para serem executadas. Assista ao vídeo para conhecer algumas delas.
2. Highline: Essa modalidade de Slackline consiste em atravessar de um ponto para outro se equilibrando em uma corda. O único detalhe que deixa essa travessia mais complicada é que essa travessia ocorre em grandes altitudes.
Tendo em mente que o highline é uma modalidade muito perigosa, o uso de equipamentos de segurança, como cadeirinhas acopladas ao Slackline através de um mosquetão e cordas é importante para garantir a integridade do atleta.
3. Waterline: Consiste em atravessar e executar os movimentos básicos do esporte sobre a água. É uma ótima maneira de treinar algumas manobras ou até mesmo ter muita diversão!
O que você achou desse esporte? Acha que ele tem chances de se transformar na nova moda do verão? Comentem!



Fotos: Divulgação
Fonte: Kanui 
Proradicalskate


A busca pela adrenalina


Os esportes radicais ou esportes de aventura estão super em alta: montanhismo, paraquedismo, rafting, alpinismo, bungee jumping são apenas alguns deles. O que os define é ter um alto risco de vida. Aliás é exatamente esse risco que tem atraído mais e mais pessoas a cada tempo para tais modalidades. No Fantástico de domingo passou um quadro sobre o assunto chamado Desafio Extremo, o repórter escalou uma montanha no Canadá chamada “A montanha que chora”, é extremamente perigoso, tanto que só na segunda tentativa foi que ele alcançou o topo.
Fiquei assistindo aquilo e pensando o que leva uma pessoa a fazer isso, a se expor a tão grande risco? Pois é um esporte que se acabar mal, será muito mal! O risco de morte esta presente o tempo inteiro. Eu não tenho uma opinião definida sobre o assunto, já li artigos criticando tais práticas, condenando os praticantes como pessoas que burlam com a morte o tempo todo. Concordo com isto em parte, mas conheço pessoas que praticam com bastante cuidado. Cuidam dos aparelhos, só fazem o esporte na época e com tempo adequado, sempre usando a aparelhagem certa e assim por diante. Baseado nisto, não consigo dizer que são pessoas com grande pulsão de morte, que preferem a morte à vida. Talvez sejam indivíduos que gostem de desafios, que só se satisfaçam diante de grande adrenalina e sejam mais corajosos que a maioria, não sei acho que cada caso é um caso.
Porem, há os que se expõem a morte, que buscam atividades que demonstram um desejo de morte alto. Só que isto não acontece só no esporte radical, mas nos rachas de carro, no uso abusivo de drogas pesadas, nas brigas violentas na rua, nos relacionamentos explosivos e por ai vai….
Estar vivo é ter que lutar contra  morte todos os dias: sair da cama e ir pra vida exige uma força, uma coragem, uma determinação que nem sempre é fácil manter. Os reverses da vida são muitos e em algumas fases bem constantes. Se entregar ao sono, ao desemprego, ao pessimismo, a rabugice, a discussões ou silêncios absolutos pode ser muito mais atrativo do que manter-se na luta. Só que isto tudo também é pulsão de morte e tão perigoso quanto um esporte radical. Talvez a única diferença seja que os esportes de aventura podem matar rapidamente, enquanto que os comportamentos citados matam aos poucos. Mas são tão arriscados quanto o primeiro…


Por: Fernanda Rossi. Texto com adaptações
Fotos: Divulgação 
Proradicalskate

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Um explicação simples do UFC e de seus golpes

Conheça os principais golpes dessa modalidade de luta que pegou no Brasil

Proradicalskate

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Inscrições abertas para o Brasília Multisport 2012


Estão abertas até o dia 15 de julho as inscrições para o Brasília Multisport Ermida 2012. Após três anos de sucesso na Esplanada dos Ministérios e ano passado em um percurso totalmente rural, este ano será em roteiro o semiurbano, mas com a mesma aventura no dia próximo dia 21. A prova vai explorar as melhores trilhas da região da Ermida Dom Bosco e barragem do Lago Paranoá em corrida offroad e mountain bike.

O evento foi reformulado para dar mais visibilidade à cidade, seus atributos urbanos e as belezas naturais do Cerrado. O objetivo é criar promoção internacional para Brasília como destino de turismo esportivo outdoor por ocasião dos grandes eventos dos próximos anos.

As inscrições podem ser feitas no site vivabrasilia.com. Nesta edição tem um desafio para quem está começando no esporte e para que pais e filhos, casais e amigos possam competir juntos: trata-se do BMS MINI – 19 Km. Mais curto do que o SHORT – 29 Km e com a mesma pegada aventureira. São 3 Km de corrida em trilha, 12 Km de Mountain Bike (MTB) e 4 Km de canoagem.  A largada será na Ermida e a chegada, na Ponte JK. Quem faz corridas de rua de 5 Km já está pronto para participar dessa aventura.

As duas tradicionais provas BMS SHORT (29 Km) e LONG (69Km) continuam como sempre. Ambas terão largada com canoagem da Ponte JK ao mesmo tempo, em direção à Ermida. Lá, a ordem das modalidades é: corrida e depois mountain bike. As duas terminam na Ponte JK, sendo que os atletas da SHORT chegam de bicicleta e os da LONG, remando. São quatro estágios no LONG.

O evento foi inspirado no famoso Coast to Coast da Nova Zelândia - Campeonato o Mundial da modalidade Multisport - atualmente com 30 edições realizadas. Indo para sua 5ª edição, o Brasília Multisport sempre propôs uma travessia entre a "costa" urbana e a "costa" rural do Distrito Federal, mostrando cenários como lagos, rios, corredeiras, trilhas e montanhas, além das belezas arquitetônicas únicas da cidade que é Patrimônio Cultural da Humanidade.

O evento é promovido pela Viva Brasília como apoio da Secretaria de Esporte. 


Fonte: Secretaria de Estado de Esporte do Distrito Federal
Fotos: Divulgação
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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Hidratação e Atividade Física


A realização de exercício físico aumenta a produção de calor, de modo que o organismo precisa acionar mecanismos para eliminá-lo. O acúmulo de calor durante o exercício pode elevar a temperatura corporal a índices incompatíveis com o que suporta nosso corpo.

Para isso existe a sudorese (suor), que implica na perda de calor por meio da eliminação de água e eletrólitos. Neste contexto, produzimos o suor, que é lançado na pele e, em seguida, evaporado. Por isso, ambientes quentes e úmidos são particularmente estressantes quanto à manutenção da temperatura.
Assim, em ambientes quentes e com umidade elevada, a desidratação e a elevação da temperatura que acompanha (hipertermia) são as principais causas da fadiga durante o exercício. Dessa forma, a sudorese é positiva uma vez que permite ao organismo manter sua temperatura durante a realização da atividade física.

Em atividades com duração superior a 30 minutos, as bebidas esportivas são mais eficazes do que a água, pois:

• a ingestão de bebidas esportivas contendo carboidratos (CHO) eletrólitos estimula significativamente bem mais a absorção intestinal de fluidos, reduzindo a diurese, em comparação com a água;
• as bebidas fornecem carboidratos, melhorando o desempenho em atividades prolongadas e intensas;
• quando os indivíduos consomem bebidas esportivas, a percepção subjetiva do esforço é menor;
• o sódio aumenta o paladar e a absorção de água no intestino;
• as bebidas esportivas apresentam paladar superior em relação a água, o que encoraja a maior ingestão;
• as bebidas promovem a reposição de água e de eletrólitos de modo mais eficiente após o exercício;
É também recomendado a ingestão de líquidos (200 a 300 ml) cinco a 10 minutos antes do início do treinamento físico.


Você mesmo pode preparar sua bebida. Mas fique atento, sucos de frutas não são adequados para serem consumidos durante o exercício, pois neles a concentração de CHO é o dobro da concentração de bebidas esportivas e a de sódio é abaixo do ideal. Além disso, o principal CHO (carboidrato) que um suco apresenta é a frutose, responsável por problemas gastrointestinais em alguns indivíduos.

Fique também atento à coloração de sua urina: cor clara significa que você está bem hidratado. Levando-se em consideração estes aspectos e sob a orientação de um profissional especializado, certamente ótimos treinos virão.

Fonte: Prof. Dr. Newton Nunes / www.areadetreino.com.br - Foto: CharlesKnox / Depositphotos

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sexta-feira, 6 de julho de 2012

BMX, evolução e técnica nos X Games 2012

Muita coisa rolou na edição de número 18 no BMX dos X Games em Los Angeles, alguns dos favoritos se confirmaram no alto do pódio, um não teve muita sorte e outro apesar do esforço não chegou lá. Entenda um pouco do que se passou no grande complexo montado no centro de Los Angeles nas modalidades de BMX nos X Games 2012.
Street
No street os jovens invadiram a "pista" que era uma simulação de um pátio de escola, local bem comum das sessões dos pilotos nos finais de semana. Boa parte dos pilotos fazia sua primeira participação nos X Games, como o italiano Simone Barraco, o alemão Bruno Hoffman e o americano Steve Churchill. A competição mostrou do que é feito o BMX Street moderno, é uma saraivada de manobras supertécnicas e muito controle da bike.
Entre os pilotos mais experientes, estava o californiano Dakota Roche na sua 5ª participação nos X Games. Dak como também é conhecido fez suas voltas em velocidade máxima, com linhas bastante criativas e com seu estilo característico. Ele foi um dos únicos a utilizar a escultura em forma de dragão que ficava em um dos cantos da pista, voou alto e com estilo nas transições e terminou com a medalha de bronze no peito.
A medalha de prata ficou com outro californiano, Chad Kerley que é uma das sensações do street atual. Uma de suas grandes características é o controle que ele tem sobre sua bike, Chad consegue fazer combinações quase infinitas, ligando uma manobra em outra sem dificuldades e isso tem lhe garantido boas classificações em todos os eventos que participa. Kerley foi alternate nos X Games 17 e já garantiu uma medalha de prata em sua primeira participação oficial no evento.
Quanto ao ouro, bem, não poderia ter ido para outra pessoa senão o americano de New Jersey, Garret Reynolds. Ele já vinha com 4 medalhas de ouro e vinha para defender seu título. Mas quem assitiu à prova notou que Garret não precisa se esforçar para mostrar o que sabe, a criatividade, número de manobras, combinações e linhas foram uma a uma distribuídas por toda a pista. Garret cometeu alguns poucos erros no final de suas entradas, porém nada que pudesse prejudicar o conjunto. Agora ele carrega no peito 5 medalhas de ouro consecutivas do BMX street nos X Games, só que agora com os concorrentes chegando mais próximos, principalmente depois que se mudou para San Diego e passou a treinar junto de Kerley, Ennarson e companhia.
Park
Uma das exigências que o BMX moderno é a fluidez, esta é uma palavra que falamos em nossas transmissões com uma certa frequência e a pista dos X Games nos últimos anos vem puxando para esse lado. Tecnicamente, fluir em uma pista travada e ainda intercalar suas melhores manobras não é tarefa fácil, exige muito treinamento e principalmente, aprimorar cada vez mais sua habilidade na bike. Muitas vezes os pilotos se concentram apenas nas manobras e se esquecem que as pistas dos campeonatos nunca são iguais à sua pista de treino, ainda mais num evento como os X Games que sempre foge do tradicional quarter, mesa e quarter.A pista do park na décima oitava edição dos X Games seguiu as linhas de concreto mais técnicas com transições mais fechadas mas com uma novidade, em uma das linhas havia um duplo de concreto que dava a possibilidade de sair para todos os lados, talvez uma tentativa de trazer um pouco do dirt jump novamente para o X Games.
Essa característica fez com que pilotos como Scotty Cranmer e Daniel Dhers se adaptassem àquele tipo de pista, e pela mesma razão, pilotos novatos nos X Games que tradicionalmente são as grandes estrelas em outros campeonatos, acabam não andando bem. E essa era a grande aposta para este ano, Dhers e Scotty seriam os principais candidatos à disputa do ouro, mas a tarde quente de sábado em Los Angeles reservavam outras surpresas.
Logo de cara no início de uma das suas voltas o venezuelano Daniel Dhers deu azar ao tentar executar um 720 cancan, seu pé que deveria ter ficado no pedal, acabou escapando e o fez perder o controle da bike, resultado: um capote bem sério sem consequências mais sérias mas acabou tirando todas as possibilidades de continuar na competição.
A disputa do segundo lugar ficou entre um novato que vem evoluindo muito rápido e vem colhendo bons resultados em outros eventos, o jovem Pat Casey que veio com seu vasto repertório de manobras e o veterano, velho conhecido dos eventos principalmente de dirt, o californiano Ryan Nyquist. A diferença entre os dois foi de apenas 1 ponto mas a experiência aliado ao estilo e característica do rolê fez a diferença para Nyquist que ficou com a medalha de prata. Casey em seu primeiro pódio nos X Games estava bastante satisfeito com sua terceira colocação.
Uma ausência sentida por todos, principalmente para os fãs brasileiros, foi a de Diogo Canina, que já tem duas medalhas de prata nos X Games. Durante os treinos na cidade onde atualmente mora, Diogo acabou caindo e batendo forte com a cabeça. Mesmo lidando com a incerteza, ele foi à Los Angeles com a esperança de uma melhora nas suas condições e participar da competição. Apesar da vontade de andar, Diogo não se sentiu seguro e decidiu apenas assistir e apoiar seus amigos que estavam na pista.
Outra mudança significativa no park foi o aumento do número de pilotos que trabalham um rolê mais de estilo como Tommy Dugan, Chase Hawk, Sebastian Keep e Dan Foley (o madrilenho Sergio Layos estava na relação de pilotos convidados mas acabou quebrando a perna e o britânico Ben Hennon assumiu seu lugar). Apesar dos resultados modestos desses pilotos na competição, a participação deles foi de extrema importância por terem uma popularidade muito grande entre os praticantes de BMX, e o rolê por conta do estilo é capaz de cativar qualquer um, até mesmo quem nunca assistiu uma competição de BMX.
Vert
Apesar da melhora de desempenho dos australianos, Jamie Bestwick simplesmente ignorou seus concorrentes e levou sua 6ª medalha de ouro do vertical dos X Games. Jamie veio com todo o seu estilo e amplitude para se manter no alto do pódio, sua rotina não apresentou nenhuma grande novidade, mas a diferença para seus concorrentes é tão grande que não houve a necessidade de apresentar alguma novidade, é muito provável que ele tinha alguma carta na manga caso algum competidor ameaçasse sua liderança, mas a experiência fez com que ele apenas administrasse suas voltas e garantisse mais um ouro pra sua vasta coleção.
Apesar da evolução aparente do rolê do jovem Vince Byron, não foi o suficiente para ameaçar Bestwick. Ficou nítido que o australiano treinou muito para os X Games, Byron jogou sua boa base de park no vertical, uma de suas características mais marcantes, fez boas voltas com bastante altura e estilo. Certamente ele vai ser o futuro do BMX vertical, seu rolê mostra que está cada vez mais maduro e estará sempre na briga pelas medalhas nos X Games. Byron agora começa sua coleção de medalhas com uma de bronze de 2011 e agora uma de prata.
Com o bronze ficou o britânico Simon Tabron, velho conhecido dos brasileiros que não estava conseguindo bons resultados em eventos anteriores. Tabron apostou numa mudança de estilo apostando na altura e nas contorções como os belos inverts one hand que soltou em suas rotinas, o que parece ter surtido efeito o colocando na terceira posição no pódio.
Big Air
O Big Air marcou a volta de Kevin Robinson que tem brigado contra as lesões, principalmente a do ombro, consequência de um acidente automobilístico. Kevin voltou com tudo mas o tempo que ficou fora da bike devido aos tratamentos das lesões mostrou que ainda precisa de mais tempo para voltar a andar com 100% de sua capacidade. Ele conseguiu encaixar apenas uma volta perfeita que foi um backflip no hands seguido de um flair gigantesco também de no hands, suficientes para lhe garantir a medalha de prata.
A disputa da medalha de ouro ficou entre Zack Warden e Steve McCann. Zack apostou em 2 manobras inéditas, ambas assinadas por ele, um backflip bike flip no gap e um triplo whip no quarter, sequência que acertou logo em sua primeira descida e repetida para ganhar extensão e perfeição. Já McCann foi para o double frontflip que lhe renderam dois tombos assustadores e o double tailwhip no quarter. McCann havia caído em todas as suas descidas e tinha apenas uma chance de encaixar a volta, determinado desceu a rampa e fez um double front com no hands, aterrissou com perfeição e fez o double whip na base que o colocou a apenas 0.33 pontos à frente de Zackary Warden que acabou ficando com a prata e McCann com o ouro.
Os X Games chega ao fim de um ciclo e agora se torna global e deixa de ser apenas um grande evento e se divide em 4 grandes etapas nas cidades de Foz do Iguaçu- Brasil (sim, teremos novamente um X Games no Brasil), Barcelona na Espanha , Munique na Alemanha, Los Angeles nos Estados Unidos, Tignes na França e Aspen nos Estados Unidos, os dois últimos na versão de inverno. Agora, os pilotos irão ter que se adaptar a essa nova realidade do evento que será maior, melhor e mais democrático e teremos a oportunidade de acompanhar in loco tudo aquilo que acompanhamos durante anos pelos canais ESPN. Segundo os próprios pilotos será uma grande e maravilhosa mudança, uma abertura das fronteiras dos esportes de ação pelo mundo, que venha 2013 com muito X Games para todos nós.

Fonte: Espn
Por Rui Ogawa
Fotos: ESPN Images Garth Milan/,Christian Pondella/ Pete Demos/ Garth Milan/Pete Demos/ Gabriel Christus
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