domingo, 19 de agosto de 2012

Skate passo a passo: Aprenda a construir um longboard

Se você sempre pensou na possibilidade de ter um skate que fosse prático para transportar, um longboard é o que você está procurando. Construir um longboard, geralmente, é mais barato do que comprar um já feito, e também pode render uma boa diversão, além de o produto final ser totalmente original.

1 - Reúna o material

Você precisará de um compensado de madeira do tipo Baltic Birch (também conhecida como Bétula), uma cola muito boa, uma lixa áspera e fina, parafusos, uma furadeira, pesos, verniz de poliuretano, um pedaço grande de papel e um lápis para desenhar a sua prancha.

2 - Corte o seu compensado no tamanho que será necessário

Geralmente, isto significa que você precisará de 2 peças de 30cm por 150cm.

3 - Desenhe a forma de sua prancha

Pegue sua folha de papel e desenhe uma linha reta que vá de uma ponta a outra. Este será o centro de sua prancha. Agora desenhe uma metade da prancha contra esta linha reta.Se esta será sua primeira prancha, faça um formato simples. Desenhe uma suave curva na parte da frente e tente mantê-la legal e ampla, pois você estará dirigindo o skate. A maior parte da prancha deverá ter cerca de 1/3 da outra parte (Cheque a ilustração para maiores detalhes). Seja Criativo, isto é seu portanto poderá ser da forma que você desejar. Tenha muito cuidado, pois a precisão aqui será fundamental para o resultado ser uma bela prancha.

4 - Coloque seu desenho sobre a madeira

Pegue o seu pedaço de compensado e procure o lado mais bonito. Este vai ser o fundo da prancha. Coloque-a bem no centro e desenhe uma linha. Em seguida, mantendo o seu modelo na posição desejada, desenhe cobrindo o formato de seu desenho modelo. Vire-o e repita o mesmo procedimento para o outro lado. O seu design está agora em sua prancha. Retire o papel de cima de seu compensado e veja o seu lindo design.

5 - Faça vários buracos ao redor do exterior de seu desenho no compensado

Os furos devem ser cerca de uma polegada de distância das linhas. Estes buracos serão utilizados posteriormente para fixar esta peça na outra. Você ainda não tocou na outra peça de madeira, certo?!

6 - Dê alguma forma à sua prancha

Pegue seus dois pedaços de madeira e empilhe-os de modo que o seu design fique para cima e a parte lisa e bonita da outra parte fique para baixo. Em seguida posicione-as de forma que as bordas de cada uma tenha um repouso ou encosto em algo, e o meio esteja livre e sem apoio. Agora ponha os pesos em cima, logo acima da parte mais larga da prancha. Você quer que sua prancha fique levemente elevada no meio, para que quando você suba nele ele possa ceder um pouco, dando a ideia de amortecimento. Este procedimento é mais arte do que qualquer outra coisa, portanto ponha o peso em cima e deixe-o até que você goste do resultado. Faça uma sutil curva para melhores resultados.



7 - Deixe os pesos lá até que as curvas estejam conforme você deseja

8 - Junte os dois pedaços da prancha

Misture sua cola e, utilizando um pincel, espalhe uma boa quantidade da cola em ambas as partes da prancha em suas respectivas partes interiores. Em seguida, cuidadosamente, junte-as novamente. Os buracos que você fez continuam para cima, certo? A cola irá sair por eles bem como pelas laterais da madeira, portanto proteja o chão. Coloque um parafuso através do buraco no "nariz" de sua prancha. Em seguida coloque os pesos de volta na prancha. Se você já estiver satisfeito com a curvatura atingida, coloque os demais parafusos nos buracos restantes ao redor da prancha. Mantenha a parte entre as linhas limpa da cola.

9 - Cheque a curva novamente para ter certeza de que você está satisfeito com ela

Quando estiver certo de que ela está como esperado, aguarde para que a cola seque e grude de fato as duas partes seguindo o tempo indicado na embalagem da cola.

10 - Retire os parafusos

11 - Corte a sua prancha seguindo o contorno das linhas que você fez

Lembre-se que este é o fundo de sua prancha.


12  Lixe tudo

Certifique-se de que lixou todo o compensado da prancha e que ela está completamente suave e não arranhe quando você passa o dedo.

13 - Aplique uma camada de verniz de poliuretano e espere secar

14 - Utilizando uma lixa muito fina, lixe a parte de baixo da prancha pela última vez

Agora você poderá adicionar qualquer desenho ou design que desejar, compintura ou marcadores a prova d'água.

15 - Adicione uma última camada de verniz

16 - Compre uma camada de lixa para colocar na parte superior da prancha

Pode cobrir toda a parte superior ou apenas partes dela, fazendo o design de acordo com a sua vontade.

17 - Faça furos e adicione os trucks e as rodas

18 - Ande em seu longboard





Foto: divulgação
Fonte: 360graus
Proradicalskate


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Superação radical é atração na Megarampa

Confira Aqui: Deficientes físicos, o brasileiro Ítalo Romano e o americano Aaron


Superação é a palavra adequada para definir Ítalo Romano e Aaron Wheelz Fotheringham. Ambos precisaram superar uma série de adversidades e vencer o medo para encarar a Megarampa. Ítalo, de 22 anos, é biamputado e Aaron, de 20 anos, tem um defeito congênito chamado espinha bífida. Enquanto o primeiro desafia a Megarampa de skate, mesmo sem as pernas, o segundo encara a maior rampa do mundo na cadeira de rodas. Os dois mostrarão do que são capazes no sábado, dia 25, primeiro dia da Megarampa no Rio.
Praticante da modalidade desde os 12 anos, Ítalo, que aos 11 perdeu as duas pernas ao ser atropelado por um trem, viu no skate uma possibilidade de mudança radical em sua vida. Além de um meio de transporte, percebeu na prática a chance de vencer obstáculos e descobrir novos caminhos. Após ter sua primeira experiência numa Megarampa na casa de Bob Burnquist, graças a uma participação no Caldeirão do Huck, se animou a enfrentar o desafio num evento aberto. "Estou ansioso demais! Há uma grande expectativa para a minha descida na rampa", afirma o skatista que voltou recentemente aos Estados Unidos para treinar.

Skatista amador, Ítalo já participou de diversos campeonatos pelo mundo e hoje busca patrocinadores para se profissionalizar. Além do skate, ele pratica outras atividades, como vôlei e musculação. Envaidecido com o convite, o skatista está empolgado e ansioso: "Meu treino é psicológico. Estou muito focado. Acho que vai ser demais me apresentar para dez mil pessoas no Rio", prevê o jovem.

O palco da Megarampa 2012 estará pronto para receber alguns dos principais skatistas e rides do mundo, entre os dias 25 e 26 deste mês. A estrutura, a única montada no Hemisfério Sul, terá mais de 100 metros de comprimento e altura de um prédio de nove andares. A prova consiste em descer em alta velocidade uma rampa de 30 metros de altura, saltar por um vão livre de 20 metros, aterrissar em outra rampa e fazer manobras aéreas. Bob Burnquist, tricampeão da competição, encabeça a lista de competidores. Lincoln Ueda, Edgard Pereira, Rony Gomes e Ítalo Penarrubia são os outros brasileiros que estarão presentes. Os americanos Mitchie Brusco, Noland Munroe, Adam Taylor, Elliot Sloan, e o australiano Jake Brown são os estrangeiros confirmados. A prova de BMX contará com Doguete, Kevin Robinson, Chad Kagy, Morgan Wade, Anthony Napolitan, Steve McCann, Vince Byron e Colton Satterfield. A Megarampa 2012 terá transmissão do SporTV no sábado e no domingo, da TV Globo, ao vivo, dentro do Esporte Espetacular.


Bob Burnquist, tricampeão da competição, encabeça a lista de competidores. Lincoln Ueda, Edgard Pereira, Rony Gomes e Ítalo Penarrubia são os outros brasileiros que estarão presentes. Os americanos Mitchie Brusco, Noland Munroe, Adam Taylor, Elliot Sloan, e o australiano Jake Brown são os estrangeiros confirmados. A prova de BMX contará com Doguete, Kevin Robinson, Chad Kagy, Morgan Wade, Anthony Napolitan, Steve McCann, Vince Byron e Colton Satterfield. A Megarampa 2012 terá transmissão do SporTV no sábado e no domingo, da TV Globo, ao vivo, dentro do Esporte Espetacular. Fonte: uriel punk


Esta será a primeira vez de Aaron Fotheringham no Brasil. O jovem, que vive em Las Vegas, entrou para o Guiness como o primeiro a realizar um back flip na cadeira de rodas. Embora use uma cadeira de rodas desde a infância, Aaron não se sente deficiente. Para ele estar numa cadeira de rodas não significa ser confinado a ela. Ele vê a cadeira como um skatista vê o seu skate. 
Nos últimos anos, Aaron desafiou-se a tentar truques mais difíceis. Em julho de 2006, ele conseguiu o primeiro back flip na cadeira de rodas. Quatro anos depois, em Woodward, ele conseguiu o primeiro double back flip. Como se isso não fosse suficiente, ano passado ele conseguiu seu primeiro front flip na Nova Zelândia.

Por: divulgação

Proradicalskate


Segunda chance

O tratamento da lesão não está funcionando? Descubra quando procurar uma segunda opinião
Por Winnie Yu | Foto Darrell Eager
O americano John Mayer corre desde a época do colegial. Mas em 2005, aos 45 anos, sua dor no joelho vinha piorando, e ele decidiu consultar um médico. Depois de diagnosticar uma ruptura do ligamento cruzado anterior, "o doutor me disse que não havia nada a ser feito. Como era tão respeitado e foi tão convincente, nem me passou pela cabeça buscar uma segunda opinião". John ficou arrasado e não correu nos seis meses seguintes. Quando retomou os treinos, a dor voltou. Um amigo sugeriu que ele procurasse outro médico, que confirmou o diagnóstico, mas recomendou uma cirurgia artroscópica e fisioterapia. A dor de John diminuiu e, desde então, ele já correu oito maratonas. Nem todo tratamento requer uma segunda opinião. Mas, se ele não evoluiu (e você está ansioso para retomar os treinos), é importante saber quando chegou a hora de ampliar os horizontes.

O médico diz que não há nada a ser feito
Quase todas as lesões de corrida podem ser tratadas. Então, se um médico disser que não pode fazer nada por você, marque uma consulta com outro especialista. É mais provável que um diagnóstico desse tipo queira dizer que "não há nada que aquele médico possa fazer por você", afirma Michael Ross, médico no The Rothman Institute Performance Lab, em Nova Jérsei (EUA). E embora alguns problemas de saúde, como artrite severa nos quadris, tornozelo ou joelho, possam encurtar sua vida nas pistas, você deve confirmar um diagnóstico como esse com outro médico, antes de parar de correr totalmente.
Você começa a sentir uma nova dor

Em 2008, a um mês da Maratona de Chicago, Sue Walsh teve uma lesão da banda iliotibial e procurou um fisioterapeuta. "Eu melhorei, mas comecei a sentir dor nos músculos flexores do quadril da mesma perna em que tinha machucado a banda iliotibial", conta Sue, de 33 anos. "Não consegui melhorar a tempo de correr a maratona." O plano de tratamento adequado não deve provocar novas dores. "Se um paciente está sentindo mais dor ou dor em novos locais, é provável que ele esteja fazendo um tratamento agressivo demais para o problema que tem ou que tenha recebido um diagnóstico incorreto e deve ser reavaliado", diz Michael Chin, diretor médico do The Running Institute, em Chicago (EUA). Mais tarde, um médico fez o diagnóstico de impacto femoroacetabular, uma deformidade óssea do quadril, que exigiu cirurgia. Sue finalmente voltou a correr, dois anos depois do problema inicial da banda iliotibial.
Você não recebeu orientações sobre atividades paralelas
Um bom plano de reabilitação inclui exercícios para ajudá-lo a se manter em forma enquanto se recupera. "Por exemplo, um corredor em tratamento por entorse de repetição no tornozelo deve fortalecer o core [região central do corpo] e os membros superiores", diz Jim Chesnutt, médico esportivo em Portland (EUA). O mais importante é que o médico entenda seus objetivos: se ele souber que você está prestes a correr uma maratona, por exemplo, pode tentar um plano de tratamento mais agressivo. Mas, se faltarem meses para sua prova-alvo, talvez você tenha tempo para descansar e se curar sem precisar de mais exames e intervenções. Se seu médico não perguntar sobre suas metas e preocupação em manter a forma e condicionamento, talvez seja o caso de procurar um que leve isso em consideração.
Você tem lesões recorrentes
Lesões de repetição — ou uma sequência de lesões diferentes — sugerem que você possa ter um problema de saúde de base que não está sendo tratado, segundo Lewis Maharam, médico esportivo em Nova York. Uma paciente de Maharam sofria de fraturas recorrentes nos quadris e nos pés a cada três meses. "Ela estava saudável do ponto de vista biomecânico e seu teste de densidade óssea estava normal. Mas um exame de sangue mostrou que ela tinha um tumor paratireoideo", diz.
Não houve melhoras após quatro semanas
A maioria das lesões deve melhorar e a dor deve diminuir após quatro a seis sessões de tratamento, de acordo com Michael Chin. Se não houver progresso, talvez o programa de reabilitação seja conservador demais. O americano David Bakke recebeu diagnóstico de tendinite patelar uma semana após ter começado a subir escadarias. Foi orientado a alongar e repousar por dez dias. Após duas semanas, não percebeu melhoras e procurou outro médico, que prescreveu exercícios para fortalecer os quadríceps. "Em dez dias, eu estava pronto para retomar os treinos de corrida", diz.
O médico não pergunta sobre sua saúde geral
Quando você vai ao médico queixando-se de uma lesão de corrida, um bom profissional também fará perguntas sobre seus hábitos de saúde e tentará medir seu nível de condicionamento físico. Por exemplo, corredores que não estejam dormindo o suficiente podem ficar mais propensos a lesões. Uma dieta deficiente em cálcio e vitamina D pode nos tornar vulneráveis a fraturas por estresse. Corredores iniciantes geralmente tentam fazer muita coisa em pouco tempo. Se o médico não considerar sua saúde como um todo, considere a possibilidade de buscar uma segunda opinião.

Fonte: Runne´s
Proradicalskate 

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Como escolher o passeio adequado de Mountain Bike?

A maior dificuldade para quem vai começar a pedalar é fazer uma auto-avaliação e escolher o passeio adequado. Para auxiliá-lo nesta tarefa elaboramos uma tabela com diversos níveis de passeio, mas algumas coisas são certas:
Se você é totalmente sedentário, CUIDADO, consulte o seu médico sobre suas condições físicas e depois comece a fazer pequenos passeios de bike próximo a sua casa antes de se aventurar nas trilhas
Para quem não se enquadra no item acima, entretanto mal sabe pedalar,  não adianta se enganar, o nível adequado é o INICIANTE, neste nível você conseguirá uma base para se auto-avaliar e poder escolher o seu próximo passeio com mais segurança.
Se você não se enquadra nos itens acima, (freqüenta academia, corre ou faz algum tipo de exercício físico regularmente)  comece pelo nível NOVATO
Quando a pessoa tem determinação e garra ela consegue percorrer, mesmo que em um ritmo mais lento uma distância maior e/ou subidas mais longas ou pesadas.
Para enfrentar os passeios de níveis intermediários ou superiores é preciso estar pedalando com uma boa freqüência.
Nível
Características
Iniciante
Sedentário ou pouca atividade física
sem experiência no Mountain Bike e/ou bicicleta
Novato
Faz algum tipo de exercício físico regularmente
pouca ou nenhuma experiência no Mountain Bike.
Faz passeios de até 25 km em topografia variada e chega aos 35 km em roteiro mais planos.
 
Novato Especial
Roteiros um pouco mais desafiadores para os bikers de nível novato.
Intermediário
Pratica o Mountain Bike com certa regularidade
Possui técnica suficiente para conduzir a bicicleta com segurança, vai mais longe, passa fácil dos 30 km, mas num ritmo tranqüilo.
Expert
Já tem boa experiência em trilhas e condicionamento físico em dia, enfrenta passeios acima dos 30 km e o ritmo é mais ligeiro
Avançado
Capaz de enfrentar qualquer desafio

Colaboração: Tribo do Pedal Selvagem
Proradicalskate


domingo, 12 de agosto de 2012

Skate - Glossário

180 - 1/2 rotação para a direita ou esquerda

360 - Uma rotação inteira 

540 - Uma rotação de 540 graus, ou seja, um 360 e mais um 180. 

720 - Dois 360, ou seja, uma rotação de 720º 
900 - Duas rotações e meia. O primeiro foi realizado por Tony Hawk, em 27 de Junho de 1999, nos X Games 

50/50 - Grind em que ambos os trucks estão a grindar. 

Alley Oop - Quando uma manobra é feita na direção inversa daquela em que o atleta está a andar. 

Backside - Quando a volta ou a manobra está a ser executada de forma a que as costas do atleta estão viradas para o arco da manobra 

Crooked Grind - Nosegrind com Noseslide ao mesmo tempo 

Dropar - Entrar numa rampa ou obstáculo a partir do topo 

Fakie - Andar para trás 

Feeble Grind - O truck de trás está a grindar, o corpo está virado para o ferro ou obstáculo, e o rail do lado da frente do pé também está a grindar 

Frontside - Quando a volta ou a manobra está a ser 
executada de forma a que a frente do atleta está virada para o exterior do arco da manobra 
Goofy - Quando o skater anda com o pé direito à frente 

Grab - Agarrar a prancha, com uma ou as duas mãos, em backside ou frontside 

Grind - Andar em cima de um objeto como um corrimão ou a aresta de um objeto apenas com os trucks em contato 

Half Pipe - Rampa com a forma de U usada para vert 

Heelflip - Ao realizar um Ollie, o calcanhar empurra a prancha para baixo, junto à aresta, fazendo-a rodar debaixo dos pés 

Jump ramp - Pequena rampa usada para dar ao skater alguma altura para a manobra 

Kickflip - O mesmo que um Heelflip só que são os dedos que empurram a prancha para baixo fazendo-a rodar 

Manual - Andar só nas rodas de trás 

McTwist - Um 540 realizado numa rampa. O nome vem do skater Mike McGill 

Nollie - O mesmo que um ollie só que se bate o nose em vez do tail, na mesma a andar para a frente 

Nose - A frente do skate 

Nose slide - Fazer a parte de baixo do nose escorregar num obstáculo com um corrimão, aresta ou lip de uma rampa 

Nose grind - Grind só com o truck da frente 

Ollie - Um salto dado com o skate batendo com o tail da prancha no chão ou na superfície da rampa, fazendo-o elevar-se. Origem do nome: Alan Gelfend 

Quarter pipe - Metade de um half pipe. 

Regular - Um skater que anda com o pé esquerdo à frente 

Tail - Parte de trás do skate 

Truck - Peça que faz parte do skate e que une a prancha às rodas, servindo ainda para dar direcção ao skate 

Wallride - Andar numa parede vertical.
 



Autor: Adriana Fernandes Foto: Divulgação  Proradicalskate

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Construção do Skate Park do Recanto das Emas - DF 2º Etapa

No mês de aniversário do Recanto das Emas – DF, já temos uma boa notícia para todos os jovens skatistas e amantes do esporte, que é a tão esperada finalização da construção do skate park da 206/300, pois é em reunião na terça dia 07/08 com o Administrador da cidade Stenio Pinho, foi confirmada a construção da segunda parte do skate park e a total revitalização da parte que já foi construída e que já está bem degradado.


“São muitos anos lutando por este projeto diz Fábio Campos, um dos idealizadores do projeto que levou as pistas para várias cidades do DF, inclusive a do Recanto das Emas”.

Relembre a historia terça feira dia 6 de janeiro de 2009 foi dado inicio a construção do SKATE PARK da cidade com um área de quase 2 mil metros quadrados, será no centro urbano da  206/300 onde nos realmente queríamos o local foi escolhido por ser no centro da cidade e contemplar a todos.

A previsão para a entrega da obra é de 60 dias, hoje o projeto skate park nas cidades virou um opção muito procurada por todos o que gostam de esportes radicais, elem do SKATE, os praticantes de patins, bicicross, graffite e break serão contemplados com o projeto. Mais o tempo passou!


Só que o skate park foi construído pela metade, pegaram o projeto e fizeram somente parte da planta, o que acarretou na perca de vários obstáculos presente no original projeto e também ocasionou na formação de um grande espaço vazio, que resultou em um extenso buraco que habitualmente em tempo de chuva alaga e vira uma verdadeira piscina.
Porém com a construção da segunda etapa a cidade ganha a maior pista de skate do DF, com dois mil metros de área construída, em um local estratégico para fazer campeonatos e eventos esportivos de fato é nobre no centro da cidade, o local terá vestiário com banheiros de acordo com o projeto original.

Os idealizadores do projeto Skate park nas cidades disseram que, será criado um grupo de skatistas da cidade para acompanha a obra, para que os detalhes que só os skatistas conhecem possam sair como o planejado. Não foi especificada a data para o inicio das construções mais assim que começar estaremos presentes para mostra a todos os leitores do proradicalskate.

Por: Redação
Foto: Equipe proradical
Proradicalskate

domingo, 5 de agosto de 2012

Heróis olímpicos

O Comitê olímpico Brasileiro tem a expectativa de faturar, ao final dos jogos de londres, um total de 15 medalhas.

É a mesma quantidade que levamos nas últimas competições, em Pequim. O Brasil deixou os jogos há quatro anos com um 23o lugar no ranking. Ainda é pouco para uma nação de nosso tamanho, dizem muitos. Para tornar-se uma potência esportiva e brilhar ao sediar o evento, em 2016, no Rio, seria preciso incentivar a prática esportiva desde a infância, injetar mais dinheiro e garantir público para as competições de diferentes modalidades. A tarefa fica para os dirigentes e políticos. Os 258 atletas que, vestindo a camisa verde e amarela, devem assistir à abertura das Olimpíadas, no dia 27, em Londres, já fizeram boa parte do que podiam. Treinaram incansavelmente, prepararam-se mentalmente, buscaram se superar. Vão passar pela maior provação de suas carreiras. A seguir, eles contam um pouco desse percurso feito de sangue, suor, lágrimas – e um pouco de Velho Barreiro.


Onde buscar espaço para melhorar

Lucas Rodrigues Moura da Silva (meia-atacante da seleção brasileira de futebol): Raça e vontade todo jogador precisa ter. No caso das Olimpíadas, o fundamental é o foco. A gente deve se conscientizar do que está representando.
Camila Brait (líbero da seleção brasileira de vôlei feminino): A combinação de bloqueio com defesa é o ponto forte do Brasil. O (treinador) Zé Roberto pega bastante no pé quando acha que algo tem de ser melhorado, principalmente das meninas que ele sabe que pode cobrar mais. Acho que ele dorme falando “bloqueio e defesa”.
Leandro Guilheiro (meio-médio da seleção brasileira de judô): Qual é o objetivo do meu treino hoje? Fazer um movimento para desbancar um determinado oponente. Cara, eu tenho de fazer esse movimento. Então, vou estipulando metas, o tempo vai passando e vou me sentindo mais forte, mais capaz. Meu treino sempre tem um porquê, um objetivo, algo que tenho de criar, evoluir. Por ser mais eficaz, é um pouco mais curto, porém mais intenso e proveitoso. Hoje, treino muito menos e melhor do que treinava antigamente.

Tudo começa dentro da cabeça

Emanuel Fernando Scheffer Rego (seleção brasileira de vôlei de praia): Muitas coisas acontecem durante uma Olimpíada. Se a pessoa não estiver preparada emocionalmente, até a técnica e a tática podem desandar.
Leandro: De tudo o que você faz na vida, a diferença é a cabeça. Em geral, a gente se limita muito. Seja por autossabotagem, por medo ou outro problema qualquer. Em jogos olímpicos, você vê caras que tecnicamente talvez sejam mais limitados, mas estão ali, batendo sempre. O que eles têm é que colocam 100% na hora de competir.
Felipe França (seleção brasileira de natação): Quando fui recordista mundial dos 50 metros peito, fiz um trabalho, principalmente mental, para isso. Porque o corpo a gente consegue condicionar. A questão é ter um preparo psicológico. Primeiro tenho de vencer a minha mente. Se eu conseguir vencê-la, posso trazer o ouro.

Ao correr os 42 quilômetros de uma maratona, um atleta perde até 2 litros de água por hora e chega a queimar 4 quilos 

O maior adversário é seu próprio corpo
Felipe: Perdi 8 quilos. Eu pesava 106. Agora estou com 98. É como colocar um motor de Ferrari em um Fusca. Agora vai andar muito melhor e a explosão é muito mais eficiente.Leandro: Os grandes oponentes que tive na vida foram as minhas lesões. De 2004 a 2008, fiz seis cirurgias (nos dois ombros, no joelho direito, na coluna, numa mão e no quadril). A maioria foi decorrência de esforço repetitivo. Mas um esforço repetitivo irresponsável da minha parte, porque eu sentia dor e continuava treinando. Hoje, se estou cansado de uma forma perigosa, paro. Se tenho dor de uma batida que não vai dar em nada, OK. Isso você só adquire depois de 20 anos treinando, competindo.
Por que eles são atletas olímpicos e você não

Murilo Endres (ponta da seleção brasileira de vôlei masculino): Acaba o treino, a gente tá morto. Não tem como sair, fazer nada. Tá todo mundo sentado, com a perna para o alto. No vôlei, o treino exige que você dê 100%, principalmente na seleção, senão o cara que está ao seu lado vai dar 100% e vai crescer, vai jogar mais que você.
Leandro: Minha vida foi totalmente atípica. Quando eu era mais novo, já tinha essa coisa da disciplina, do foco. “Não vou sair porque tenho treino”; “Não dá para viajar com a galera porque tem competição”. Eu era o moleque que fazia judô no colégio. Como já tinha resultados e saía no jornal, não pegavam muito no meu pé. Mas eu tinha um limite. Era uma coisa muito clara na minha cabeça e clara para todo mundo também.Lucas: O futebol é um meio muito disputado – poucos sobrevivem. Se ontem você fez um jogo maravilhoso, é rei, se tem um dia ruim, ninguém mais pensa em você. O desafio e a concorrência me motivam. Gosto de ser cobrado em momentos decisivos.
Luiza Almeida (seleção brasileira de hipismo): Treino todos os dias, menos segunda-feira, porque a hípica fecha. Quando vou para o pré-olímpico, monto o dia inteiro. São quatro cavalos, duas vezes por dia. Cada cavalo é uma hora, oito horas por dia.
Paulo Henrique Ganso (meia da seleção brasileira de futebol): É muito fácil para um jogador extrapolar, cair na balada. A tentação é muito grande. Seja religioso ou não, você precisa ficar de cabeça tranquila. É muito difícil conseguir chegar ao topo, mas se manter é ainda mais complicado. Graças a Deus, não bebo.
Camila: Treino duas vezes por dia. De manhã começo às 9 h e vou até o meio-dia, e à tarde começo às 5h30 e não paro até as 20 h.
Por que, meu Deus, passar por tudo isso? 

Ganso: Nenhuma seleção de futebol ter vencido uma Olimpíada dá para a gente motivação a mais. A gente sabe a pressão que vai ser, mas quer lutar, conquistar, fazer história. Quando eu parar de jogar é disso que vou lembrar: do que conquistei, e meu nome estará lá, gravado.

Nem ouro, nem prata, nem bronze:o vil metal
Luiza: Eu não tenho patrocínio, tenho “paitrocínio”. Vou com a marca da fazenda, do haras do meu pai (Manuel Tavares de Almeida Filho, dono da cachaça Velho Barreiro e do banco Luso Brasileiro). O preço do cavalo varia muito. Depende da idade, da raça, do histórico, de quem está comprando. Um cavalo campeão olímpico custou 14 milhões de euros. O Samba, um dos animais com que disputo, não está à venda. Mas um animal como ele custaria uns 500 mil dólares.
Ganso: Sou bem tranquilo quanto à questão econômica. Se você estiver vencendo e conquistando títulos, sempre vão aparecer oportunidades. É só escolher o melhor para sua carreira e seu futuro em termos de patrocínios e mudanças de clube. Atualmente, tenho quatro patrocinadores. Fico com 100% desses contratos. Só não faria propaganda de bebida.
Murilo: A gente ganha muito bem, mas um jogador de vôlei não chega nem perto do que fatura um de futebol. No vôlei, deve ter um ou dois que tiram 100 mil reais. Eu tenho dinheiro em fundos, aplicação no banco. Tem uma pessoa que me orienta. Não posso pensar que vou ganhar bem a vida toda. Minha carreira se encerra aos 37, 38 anos, e, dos 50 mil reais que eu ganho hoje, vai para zero.
Ricardo Winicki, o Bimba (seleção brasileira de prancha a vela – wind surfe): É difícil competir na prancha a vela com dinheiro próprio sendo de uma classe mais baixa. Cada vela custa 15 mil reais, e você não consegue ser campeão com uma vela só, precisa de quatro ou cinco. Fora os outros custos. Tenho projetos sociais, mas fica difícil. Em um clube do Rio de Janeiro, eles permitem que os meninos treinem, mas não querem que eles circulem na varanda do clube, pois, segundo eles, “não têm classe para circular”. Isso porque estão comigo, imagina como seria se estivessem sozinhos. Além de ser um esporte de elite, tem uns esnobes que atrapalham mais ainda.
No salto, um jogador de vôlei de 1,98 metro e 90 quilos fica com os pés a 1,10 metro do chão. Na volta, o joelho recebe um impacto de 900 quilos

                                                             Horas decisivas
Leandro: Jogos Olímpicos são um troço muito simples, cara. Você vai lá, vão ser cinco lutas e, se você ganha cinco lutas, você é campeão. É batedeira. Entrar o primeiro adversário, segundo adversário, terceiro, quarto e quinto. Não tem “se”, não tem passado, não tem ouro. É vai…

Felipe: Antes de entrar na água, fico com um fone ouvindo a bíblia. Minha passagem preferida é Gênesis, capítulo 37, que fala sobre José. Também gosto do salmo 91, é um som que me agrada. Só escuto com o Cid Moreira.

Camila: o Zé Roberto (técnico) tem um método: ele faz uma tabela em que anota quando cada uma vai estar na TPM. Toda semana ele pergunta. Porque tem dia que ele fala mais forte com uma e ela já está chorando, outra chega de cara fechada… Normal chorar, ainda mais na TPM.
Ganso: Já botei o nome da minha futura filha, Maria Victória, na chuteira. Se eu ainda namoro a mãe dela? É melhor não comentar isso aí.
Quando eu vim para esse mundo 
Emanuel: Na quadra, jogava de central, mas tinha só 1,90 metro, pouco para a posição. Era muito rápido, mas a altura já fazia diferença. Nessa época, surgiu o circuito brasileiro de vôlei de praia. Falei: pô, é mais criativo, você toca mais a bola, só dois jogadores… Quis estar lá desde o começo.
Ganso: Senti realmente que seria jogador de futebol quando vim para o Santos. Só no Santos ganhei o apelido de Ganso. No Pará era mais diversão. Cheguei aqui sem empresário, fiz teste e fiquei treinando três meses sem ganhar nada. Não davam nem comida ou quarto para dormir. Tinha de estar muito a fim.
A derrota 
Murilo: Cara, dá aquele desânimo perder, a diferença entre uma medalha de ouro e uma de prata é muito grande. Valorizo para caramba a medalha de 2008, tenho muito orgulho de ter conquistado uma medalha de prata, mas infelizmente a lembrança que eu tenho da Olimpíada é a gente perdendo a final.

Vivendo e não aprendendo
Camila: Quero administrar a carreira para parar com 36 anos e não fazer mais nada. No máximo uma faculdade, veterinária ou fisioterapia.
Leandro: Tive de trancar a faculdade por causa do esporte. Fiz Direito durante dois anos e meio. Como não consigo terminar, leio bastante, pois só vou ter uma educação formal mantendo informalmente minha educação. Eu cresci vendo minha mãe ler, sabe? Cervantes, García Marquez… O conhecimento é um dos maiores bens que a gente tem. Ninguém rouba isso.
Murilo: Eu li Pai Rico, Pai Pobre, que, para mim, serviu tanto que não preciso ler nenhum outro livro. Quando parar de jogar, de repente vou querer ser empresário ou alguma coisa assim, se eu tiver uma ideia brilhante. Mas não tenho plano nenhum. Talvez vire o maior vagabundo da história.

O sonho é olímpico, mas os pés ficam no chão

Ganso: Na seleção brasileira que vai para as Olimpíadas não tem problema de ego, e os jogadores são conscientes.
Leandro: Tenho um oponente coreano contra quem lutei três vezes e ele venceu todas. Tecnicamente, me considero superior. Mas a escola coreana tem um treino muito sofrido. No tempo normal, tombo melhor, só que no desempate ele acaba ganhando de alguma forma. Acredito que ele está mais pronto para aquele momento de exaustão total em que você tem de continuar pensando e indo em frente.
Luiza: Vou falar a verdade. O Brasil é muito novo no adestramento, e a possibilidade de medalha é difícil. Eu não entro para perder. Lógico que vou dar o meu melhor com o cavalo. Mas com certeza em 2016 vai ser diferente.
Love me tender

Murilo: No ano passado, Jaque (Jaqueline Carvalho, mulher de Murilo e titular da seleção feminina de vôlei) engravidou e perdeu o bebê. Não vamos mais planejar. Para mim é muito fácil, eu não preciso parar de jogar. Para ela é uma decisão mais complexa. Namorar atleta ajuda e atrapalha. A gente passa muito tempo longe. Apesar de estarmos há 12, 13 anos juntos, mais da metade desse tempo ficamos longe um do outro, entre viagens de seleção, de clube. Eu só espero que na Olimpíada a Jaque esteja de bom humor!
Leandro: Você resolve uma luta de judô em 5 minutos. Aquilo tem data e hora para acontecer, naquele dia tudo se resolve. Na vida aqui fora não é bem assim, né? Principalmente em um relacionamento. Cada um tem seu tempo, seu temperamento. Minha namorada tem me ajudado muito a aprender, a amadurecer.
Só seremos heróis se tivermos heróis
Ganso: O Leo (atacante do Santos) tem 37 anos e o que ele corre é impressionante. Já falei para ele: “Quero chegar aos 37 assim”.
Leandro: Aurélio Miguel foi campeão em 1988 e, em 1992, Rogério Sampaio chegou lá. Comecei a treinar com Rogério aos 11, 12 anos. Ele tinha acabado de ganhar. Ver um campeão olímpico ali, no tatame, de carne e osso, me influenciou demais. A medalha deixou de ser utópica para mim.Murilo: Cheguei à seleção muito novo e tentava fazer o que o Giba fazia. Eu cresci vendo ele jogar, colecionava suas figurinhas! E ele viu meu esforço esses anos todos. Ele é meu ídolo e também sente prazer de ter passado isso para mim. Quando fui eleito o melhor jogador do mundo, em 2010, foi o primeiro a me abraçar. Sou muito grato por ele ter me ajudado.

Fonte: Revista ALFA 2012. Por Ricardo Zanirato
Foto: Fabio Sarraff. Moda: Kika Brandão
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