quinta-feira, 16 de maio de 2013

Procurando um esporte radical? Experimente descer montanhas de monociclo!

Se você achava que monociclos eram apenas um passatempo bobo, pode se surpreender!


Se descer a encosta de uma montanha sobre duas rodas já parece assustador, fazer isso sobre apenas uma roda pode parecer loucura. A proposta é de dois atletas da Alemanha que receberam patrocínio da Adidas para uma incrível viagem pela Cordilheira das Dolomitas, no norte da Itália.
Além de bancar o custo da aventura, a marca também enviou um cinegrafista profissional para acompanhar Lutz Eichholz e Stephanie Dietze em todos os cantos. O resultado disso é um vídeo e uma série de fotos que mostram os perigos e as belas paisagens encontrados pelo grupo.
Com extrema habilidade, os jovens sobem e descem por caminhos íngremes, enquanto se equilibram em seus monociclos, mas o talento não é de hoje. Em entrevista do The local, Eichholz conta que desde os nove anos de idade ele tem uma fascinação extrema por esportes e, embora não existissem montanhas na região em que ele morava, o jovem já se aventurava com os amigos.
Em uma viagem à China, ele conheceu Kris Holm, um experiente montanhista que já utilizava o monociclo para explorar montanhas. Eichholz resolveu colocar os novos conhecimentos logo em prática, em montanhas na Nova Zelândia. Em 2010, ele e mais três amigos subiram o Zugspitze – monte mais alto da Alemanha – usando seus monociclos.
Em entrevista ao The New York Times, Wendy Grzych, presidente da Sociedade Americana de Monocliclismo, explica que, embora pareça novidade para as pessoas, a soma do montanhismo com monociclos acontece desde a década de 90, quando surgiu na costa oeste dos Estados Unidos.
Já para o monociclista Hans Van Koppen, uma das coisas que mais atrai pessoas para o esporte é o nível de dificuldade, já que o esforço em uma roda é muito maior do que em duas “Você usa cada parte do seu corpo — braços, pernas, barriga, costas.”
Ele ainda explica que, embora seja mais fácil cair de um monociclo do que de uma bicicleta, a queda geralmente é menos dolorosa. "Nós caímos mais frequentemente do que os ciclistas em descidas de montanhas, mas estamos indo mais devagar, então não é tão ruim”.
Por: Caroline Hecke 
Fonte: megacurioso
Foto: divulgação

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Skate Park do Recanto das Emas – DF uma novela sem fim

Mais um capítulo do que mais se parece uma novela a construção da pista de skate do Recanto das Emas – DF, a segunda etapa da construção da pista de skate é esperado há vários anos por toda a comunidade jovem da cidade, mas sem nenhuma resposta concreta para a data e o início das obras, isso porque a empresa que havia ganhado a licitação para a execução da obra está inadimplente a DIAMANTE ENGENHARIA LTDA, e até agora não se sabe porque a segunda colocada não assumiu a obra orçada por 274.832,39 quase o dobro da primeira etapa.

Hoje o skate Park do Recanto das Emas, precisa passar por reforma urgente, está parcialmente deteriorado e nunca houve manutenção no espaço usado por jovens praticantes de diversos esportes radicais, além dos pais que levam suas crianças para brincar no espaço. Bem fica a pergunta e agora o que vai acontecer?


Para saber mais sobre a licitação desta obra acesse este link e em efetuar consulta coloque pista de skate do Recanto das Emas. https://www.tc.df.gov.br/app///sisobras/implementacao/?.



Por: Redação
Fonte: TCDF


O Fox está em todas

Atleta amador impressiona pela qualidade em vários esportes radicais praticados em Fortaleza

Quando se fala em pessoas que vivem intensamente uma rotina ligada ao esporte, logo vem à cabeça a imagem de competidores profissionais, que vivem do esporte e consequentemente, dele dependem financeiramente.

O skate foi um dos primeiros esportes na vida de Ericsson Fox Fotos: divulgação/ Victor Eleutério


Entretanto, nem sempre é assim e na aventura radical de hoje vamos conhecer um atleta que, apesar de não ser profissional, trabalha com esporte e leva ao pé da letra o sentido da palavra amador, pois, é um verdadeiro amante dos esportes radicais.

Ericsson Fox é o seu nome e seu envolvimento com surf, kitesurf, skate, e motocross vai muito além do simples desejo de praticar uma atividade como uma forma de condicionamento físico. Perpassa pelo desejo incontrolável de sentir contínua e intensamente a adrenalina correndo em suas veias.

Uma pessoa "comum"

Estudante de Educação Física, Ericsson desde a adolescência é envolvido com a prática de esportes radicais. A primeira modalidade que o seduziu foi o surf e aos quinze anos já praticava o esporte diariamente nas ondas da Praia de Iracema e adjacências. Durante muitos anos, Ponte Metálica, Zero Hora, Estrela, Lido, Ideal e Diários foram praias que fizeram parte de sua vida e representaram sua iniciação nos esportes de ação.

Com o tempo, Ericsson foi se destacando no surf até se tornar um atleta competitivo e referência para muitos de seus amigos que passaram a se dedicar ao esporte, incentivados por seu exemplo único. Assim, vieram os campeonatos amadores e, consequentemente, os troféus e os títulos.

Contudo, a ausência das ondas na baixa temporada de surf fez com que Ericsson buscasse outra modalidade radical para suprir sua necessidade de adrenalina. E foi assim que a segunda modalidade de esporte radical entrou na sua vida.

Naqueles dias de ´flat´, a única maneira de não surtar nos períodos sem ondas era andando de skate. E assim, como no surf, aos poucos, Ericsson foi se destacando no skate, chegando também a participar de competições na modalidade Street.

Atualmente, sua atividade predileta sobre as quatro rodinhas é o Longskate Downhill, onde já ganhou vários troféus nas categorias Speed e Free Ride, sendo o atual líder do ranking Nordestino da modalidade após ter vencido recentemente a etapa cearense, realizada no município de Quiterianópolis, onde conquistou as categorias Master e Open.

Wheeling

E mesmo obtendo respeito e destaque nos dois esportes radicais mais populares e praticados no planeta, Ericsson queria mais adrenalina. Foi quando o mundo das duas rodas também passou a fazer parte de sua vida e ele virou praticante das modalidades de trilhas e de wheeling.

Segundo ele nos explicou, foi "amor a primeira vista" e desde o dia em que comprou sua primeira moto cross nunca mais deixou de acelerar forte, tanto por entre veredas, nas trilhas que costuma fazer com os amigos, quanto nas manobras radicais do wheeling.

"Toda aquela empolgação que eu senti quando comecei a surfar e a andar de skate voltou. Aquela vontade de treinar o tempo todo, a alegria de aprender uma nova manobra, o pensamento fixo naquela ideia, naquele novo projeto. Todo aquele turbilhão de sentimentos me fez muito bem e renovou minha sede de adrenalina, até porque, na minha opinião, são os esportes com as motos os que mais me proporcionam emoção e adrenalina", explicou o multiatleta.

O mais interessante que percebi em sua paixão pelas motos é o fato de que, sobretudo na modalidade wheeling, na maior parte do tempo ele fica apenas sobre uma roda dando seu show.

SAIBA MAIS
Skate Street
Modalidade praticada na rua, a partir de obstáculos do dia a dia, como escadarias, corrimões, bancos de praça, calçadas, etc.
Longskate Downhill
Praticado em ladeiras. No estilo Speed, ganha quem chegar primeiro e no estilo Free Ride, vence quem fizer as manobras mais radicais, normalmente em altas velocidades, que ultrapassam os 70km/h
Wheeling
Esporte praticado com motos que consiste em fazer evoluções com motocicletas empinando, ora a roda traseira, ora a roda dianteira

´Meu segredo é a dedicação´

Segundo Ericsson nos conta, muita gente costuma perguntá-lo por que ele é tão radical em todos os esportes que pratica. E com a modéstia típica dos melhores, ele responde que não acha que seja tão bom assim como dizem. "Na realidade, é tudo muito simples. Apenas quando decido fazer algo, me dedico de corpo e alma. Além do mais, para mim, não basta apenas praticar o esporte. Eu gosto mesmo é de mandar as manobras mais difíceis, mais radicais. Se não for assim pra mim não tem sentido", diz o atleta.

Hoje, Ericsson é instrutor de kite e divide seu tempo entre as aulas que ministra como professor de spinning, musculação e hidroginástica

E completa: "o segredo para se aprender qualquer esporte é dedicação. Tem gente que vai à praia apenas nos fins de semana e fica frustrado porque não consegue aprender a dar um aéreo, por exemplo. Costumo dizer para meus alunos de kitesurf que, se eles realmente quiserem aprender o esporte, com esforço e dedicação eles irão aprender. Mas, se o que os move for apenas a vontade superficial de fazer algo que está na moda, é melhor eles nem perderem tempo", conclui o multi-atleta que ainda afirma que daqui até o fim do ano irá fazer o curso de paraquedismo.

Assim, além de colocar mais um esporte radical no currículo, Ericsson vai aproveitar para despejar doses ainda maiores de adrenalina no sangue.

Kite

Mas, para quem acha que as habilidades desse camaleão dos esportes radicais param por aqui, esse é um ledo engano.

Ele ainda tem uma carta na manga que mais uma vez tem tudo a ver com a baixa temporada de surf no Ceará. É o kitesurf, esporte que mais cresceu no estado nos últimos anos.

Segundo ele nos explica, logo que viu os primeiros kites colorindo os céus não teve dúvida de que aquele seria mais um esporte em sua vida de atleta radical.

Hoje, Ericsson é instrutor de kite e divide seu tempo entre as aulas que ministra como professor de spining, musculação e hidroginástica e o último ano da faculdade de Educação Física.

"O esporte para mim é tudo, faz parte da minha vida em todos os sentidos, lazer, trabalho, vivo e respiro esporte", exalta.

Vida

O multi-atleta explica que a vida dele é toda baseada nos esportes radicais que pratica, da infância até os dias de hoje.

"Esporte não faz parte da minha vida. Para mim, esporte é a minha própria vida em todos os sentidos. Eu respiro esporte desde que me entendo por gente", comemora Ericsson.

O jovem também exalta pode viver do esporte em todos os aspectos. "Nunca tive dúvida de que viveria do esporte e hoje tenho objetivos bem definidos para que a prática esportiva faça parte de mim durante toda a minha existência, seja no trabalho, no lazer e até no meu relacionamento, pois, até minha namorada pratica longskate downhill e me apoia em todos os esportes que me envolvo", diz.

Por: George Noronha
Fonte: diariodonordeste
Fotos: divulgação/ Victor Eleutério

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Polêmica, vencedora e musa, Leticia Bufoni quer mudar a cara do skate

De rímel, batom e tatuagem, paulistana de 20 anos lidera o ranking mundial na modalidade street
Por baixo do boné preto de aba reta, vê-se o cabelo loiro e escovado de Leticia Bufoni. Líder do ranking mundial na modalidade street há três anos, a “musa do skate” acaba de voltar de Foz do Iguaçu, onde venceu uma etapa do X Games, a Olimpíada dos esportes radicais. A atleta, de rímel e batom, diz que se esforça para ser vaidosa: “Quero mudar a cara do skate feminino”.Leticia começou a andar de skate com 10 anos de idade, nas ruas da Vila Matilde, zona leste de São Paulo. “É sempre difícil ver alguma menina nas pistas de skate e eu sofri muito preconceito. As vizinhas ficavam o dia todo me chamando de ‘Maria-homem’”. Para o pai, dono de uma fábrica de produtos médicos, foi difícil aceitar o novo hobby de Leticia, que fugia do castigo para andar de skate. Numa noite, ele chegou a cortar o skate da filha na metade. No outro dia de manhã, ela já estava montando outro.  
Leticia andava com um grupo de mais de dez meninos do bairro, do qual foi a única a levar o esporte adiante. “Quando eu andava melhor que eles, a gente brigava, discutia, saía na mão. Sempre fui aceita no grupo, mas de vez em quando eles me mandavam brincar de barbie”.Filha do meio, é a única da família a praticar esporte. Tem duas irmãs, uma formada em Direito e outra em Química. O irmão mais novo ainda está na escola e é “do tipo nerd, gosta de computador”.  “Para eles, o estudo é a coisa mais importante. Comigo foi completamente diferente”, diz Leticia, que abandonou o segundo colegial para seguir a carreira de atleta. “Eu estava prestes a ser expulsa da escola, de tanta falta que eu tinha. Não dava para estudar e viajar. Se eu não viajasse com meus patrocinadores, perdia o patrocínio. Se eu não fosse aos campeonatos, saía do mundo do skate. Tive que fazer uma escolha e faculdade eu posso fazer com qualquer idade, né?”.Leticia venceu logo o primeiro campeonato de sua vida e começou a conquistar o apoio dos pais. “Eu tinha uns 11 anos e era um campeonato estadual da Nike. Tinham várias famílias lá e meu pai viu que não era esporte de ‘nóia’. Foi aí que ele começou a me levar em todos os campeonatos”. Aos 12 anos, foi vista em um campeonato e conseguiu um patrocínio, da marca de tênis Plasma. Com 14, competiu o seu primeiro X Games, em Los Angeles. “Competi com skatistas de 20 e poucos, 30 anos”.  Hoje com 20, Letícia ainda costuma ser a mais nova nas competições. Depois do primeiro X Games, decidiu que seguiria a carreira de atleta e se mudou para a Califórnia, onde passou a viver com skatistas brasileiras mais velhas, como Lisa Araújo. “Já tinha ganhado tudo de mais importante no Brasil. Por isso que quis ir para lá. Conheci elas num turnê de skate e aí começaram a mandar fotos e vídeos de mim para os Estados Unidos, dizendo que eu tinha de participar do X Games. Elas que cuidavam de mim, mas desde os 12 eu ganho meu salário e sei me virar. Eu não tava nem aí de ir morar em outro país, não saber falar a língua. Era uma criança e só pensava em andar de skate”.Se tivesse nascido na praia, teria sido surfista, diz ela. Mas antes do skate, ainda houve o futebol. Leticia jogou bola até o dia em que não conseguiu mais conciliar isso ao skate. Com 13 anos, ela chegou a ser convidada para fazer um teste no Juventus, para o qual nem apareceu. “Se eu passasse, teria que treinar todos os dias, das 13h às 18h. Teria que desistir do skate, então não fui”.
Graças à bolsa-atleta internacional e aos diversos patrocínios, Leticia vive do skate e leva a vida que sempre sonhou. A atleta aponta para praticamente cada peça no corpo, enquanto enumera os seus patrocinadores: roupa da Volcom, tênis da Osiris,  relógio da Nixon,  óculos da Oakley e  boné da TNT.  As rodinhas do skate da Bones Wheels, o shape da Paradox Grip e o eixo, da Crail Trucks . Além disso, recebe apoio da Keep a Breast, fundação de prevenção ao câncer de mama. O acessório que tornou-se marca registrada de Leticia, no entanto, não é nenhum desses. A skatista sempre compete de bandana, para prender os cabelos longos. Começaram a chamá-la de Axl Rose e hoje Leticia tem o rosto do cantor da Guns N’Roses tatuado na batata da perna. Além dessa tatuagem,  tem outras sete espalhadas pelo corpo: “Por mim, eu tatuava os braços todinhos”. Leticia ri e mostra uma que fez do lado de dentro da boca, no lábio inferior, escrito “F....-se”. 
Em 2010, depois de ficar com a medalha de prata no X Games XVI, a paulistana conquistou o primeiro lugar no Maloof Money Cup, um dos campeonatos de skate mais importantes do mundo. Com apenas 17 anos na época, Leticia ganhou U$25 mil (aproximadamente R$ 50 mil) pela vitória, uma das maiores premiações para uma competição de skate feminina.
“É o maior nome do skate feminino no Brasil, com toda certeza”, diz Bob Burnquist, que também conseguiu medalha de ouro na etapa do X Games em Foz do Iguaçu. “Ela anda muito. Se fosse fazer uma sessão de street com a Leticia, ela andaria muito mais do que eu”. O skatista brasileiro não poupa elogios: “O street é um meio muito crítico. Para conseguir respeito, você tem que ter atitude, personalidade. Ela mostra uma fluidez, tem um estilo bonito de ser ver, artístico. Ela tem um estilo agressivo, mas feminino também”.
Para Leticia, o ouro no X Games no Brasil foi uma das conquistas mais importantes de sua carreira. Voltando de uma lesão no tornozelo, estava sem andar de skate há um mês. Recebeu alta do médico e voltou a praticar dois dias antes da competição, ainda sentindo dor. Não completamente recuperada, viajou com o fisioterapeuta e enfaixou o pé para tentar deixá-lo mais firme durante a competição. “Na hora não senti dor nenhuma, nunca fiquei tão nervosa em toda a minha vida. Foi a primeira vez que eu me machuquei, estava com medo de errar alguma manobra e virar o pé. Ainda por cima foi aqui no Brasil, com toda aquela história de favoritismo. Costumo me controlar ao máximo, mas dessa vez fiquei com dor de barriga e perna bamba na hora de competir. Mas deu tudo certo e, depois de bater na trave tantas vezes, finalmente consegui ficar em primeiro”.
Confira mais fotos!


Por: Manuela Azenha
Fonte: foxsports
Foto: divulgação

terça-feira, 7 de maio de 2013

Confira as lutas atualizadas do UFC em Santa Catarina

O UFC pisará no Brasil no dia 18 de maio na Arena Jaraguá, na cidade de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina.

Vitor Belfort pegou pesado em treino na praia a semanas da luta com Luke Rockhold no Brasil. Foto: Reprodução/Instagram
Na luta principal, Vitor Belfort lutará contra o americano e ex-campeão do extinto strikeforce Luke Rockhold, em um embate de médios. 

O vencedor da luta deverá ser o anunciado como o próximo  desafiante ao título, pegando Anderson Silva ou Chris Weidman - que se enfrentarão no UFC 162 no dia 06 de julho.
Rockhold tem um cartel com 10 vitórias e uma derrota, vindo de êxito por decisão unânime sobre Tim Kennedy no Strikeforce do dia 14 de julho. O americano migrou do extinto Strikeforce, onde reinava na sua categoria e tentará a 10ª vitória consecutiva.
Já Vitor apresenta 22 vitórias e 10 derrotas, vindo de nocaute sobre o inglês Michael Bisping no UFC São paulo dia 19 de janeiro. Já foi campeão do UFC 12 e do UFC 46 e é o mais experiente em atividade no UFC, lutando desde os primórdios da organização. É o favorito no combate.

Confira o card, sujeito a alterações:
- Vitor Belfort vs. Luke Rockhold;
-Chris Camozzi vs. Ronaldo Jacaré Souza;
- Rafael dos Anjos vs. Evan Dunham;
- João Zeferino vs. Rafael Sapo Natal;
Lutas Preliminares
- Hacran Dias vs. Nik Lentz;
- Mike Rio vs. Francisco Massarambuba Trinaldo;
- Yuri Marajó Alcantara vs. Iliarde Santos;
- Michel Richard dos Prazeres vs. Paulo Thiago;
- Azamat Gashimov vs. John Lineker;
- Roger Hollett vs. Fabio Maldonado;
- John Cholish vs. Gleison Tibau;
- Chris Cariaso vs. Jussier Formiga;
- Jeremy Larsen vs. Lucas Mineiro Martins.

Fonte: graciemag
Foto: divulgação



quarta-feira, 1 de maio de 2013

Rodeio, o pai dos esportes radicais

O espetáculo que pretende atrair 6 milhões de pessoas às arenas no Brasil - mais que o público total do Brasileirão de futebol - aposta na emoção do duelo entre touro e homem. Com prêmios milionários, peões dividem o estrelato com os animais, tratados com cada vez mais cuidado

Hoje os peões só vestem o tradicional chapéu na hora de dar entrevistas e de conversar com o público. Sobre o touro, capacete e colete de proteção são itens obrigatórios

Em meio à música alta e à vibração do público, o atleta tenta se concentrar. Depois da contagem regressiva, abre-se a porteira e a missão é uma só: se segurar. Sob suas pernas, mais de 800 quilos de fúria, se mexendo, pulando e sacolejando. Cinco segundos, seis, sete, oito no máximo e chão: lá está o peão caído, os auxiliares tentando controlar o touro. Fim do duelo. Como num clássico do futebol, a torcida grita e faz uma grande festa. Termina mais uma exibição de força e coragem de um atleta de rodeio - um esporte que nem sempre está à vista de todos, mas que ainda assim conquista cada vez mais fãs no Brasil. Se para o peão a ação é breve, para o público a emoção dura muito mais: um minuto depois, lá está o próximo candidato a domar o touro. E começa tudo de novo, 40, 50, 60 vezes por noite, por três ou quatro dias seguidos.

“Nosso esporte é radical por definição, é o precursor entre as modalidades radicais. E é isso que atrai o público, é por isso que cada vez mais gente acompanha as nossas competições", diz o americano Jim Hayworth, presidente da PBR, a Professional Bull Riders, uma espécie de Fifa da montaria em touro, como o esporte prefere ser chamado (“rodeio”, segundo eles, remete a toda a festa que costuma envolver os eventos, com exposições, leilões de gado e shows de música sertaneja). "Onde mais se pode conseguir tanta adrenalina em dez segundos?”, diz Hayworth. Radical, sim, mas também profissional. A versão nacional do PBR, uma espécie de campeonato brasileiro da modalidade, foi criada em 2007 e neste ano contará com 30 etapas. A expectativa de público total é de nada menos que 6 milhões de espectadores nas arenas - sem contar as transmissões por TV aberta e a cabo e pela internet, via streaming. Em 2011, com 5,6 milhões de pessoas, o público que acompanhou as competições de perto foi o mesmo dos 380 jogos do Campeonato Brasileiro somados. A cada etapa, são criados 14.000 postos de trabalho. Neste fim de semana, em Londrina, na segunda etapa da temporada 2013, serão 80.000 reais em prêmios distribuídos - valor modesto se comparado aos salários dos astros do futebol, mas generoso quando se compara a modalidade a outros esportes menos consagrados - como o MMA, onde os cachês dos lutadores em alguns eventos ficam numa faixa parecida.

“O Brasil, junto com a Austrália, é o pais em que nosso esporte mais cresce no mundo, e estamos trabalhando duro para dar ao fã um espetáculo cada vez melhor”, afirma Hayworth. O "Dana White dos rodeios", que esteve no Brasil na semana passada para participar de reuniões com parceiros e também para participar de ações promocionais, comanda a empresa desde 2011 e admite que se sai melhor como executivo do que como atleta. “Não, eu nunca montei em um touro. Até gostaria, mas sou grande demais, não tenho o tipo físico para isso. Prefiro os cavalos”, contou ele.

Contusões e capacetes - Cada vez mais um esporte de massa, o rodeio também cria ídolos. Silvano Alves, que vive na pequena Pilar do Sul, no interior de São Paulo, sagrou-se campeão mundial nos últimos dois anos, vencendo a série de torneios disputada nos Estados Unidos e faturando nada menos que 2 milhões de reais a cada temporada - isso apenas como prêmio pelo título. Outro nome forte é Edevaldo Ferreira, atual bicampeão brasileiro, que competirá em Londrina com outros 50 peões pelo prêmio. Ele se recuperou de uma contusão que o deixou fora de ação por um mês. Também participou de algumas etapas de competições realizadas nos Estados Unidos. “Estou muito confiante. A temporada começou agora e ainda há muitas disputas pela frente, tanto aqui no Brasil como no exterior. Tenho feito uma recuperação rápida e estou pronto para recomeçar”, avisa, como se fosse um atleta de qualquer outra modalidade mais popular.

É um esporte radical, sim, mas também seguro: hoje os peões só vestem o tradicional chapéu na hora de dar entrevistas e de conversar com o público. Sobre o touro, capacete e colete de proteção são itens obrigatórios. O tratamento concedido aos touros, alvo de muitos protestos de organizações de proteção dos animais, é cada vez mais cuidadoso - eles viajam em caminhões que têm amortecedores no piso e são acompanhados permanentemente por uma equipe de veterinários. “Eles são as nossas verdadeiras estrelas", explica Flávio Junqueira, presidente do PBR Brasil. "Se você pensa em rodeio, em montaria, até hoje o nome mais conhecido é o Bandido, o da novela, lembra? Mais do que qualquer peão. Por isso, é claro que precisamos tratá-los muito bem, como merecem todas as estrelas”, explica ele, citando o touro que contracenava com Murilo Benício na novelaAmérica. Bandido morreu em 2009 e foi homenageado com uma estátua em Barretos, a meca da montaria. Como os astros de qualquer esporte, eles valem muito: num leilão recente, um criador venceu um “pacote” de 35 animais por cerca de 1,4 milhão de reais. O mais caro deles custou 127.000 reais.


Um negócio de US$ 350 milhões

O chefão dos rodeios fala sobre os atrativos da modalidade, o crescimento do espetáculo no Brasil e sobre os cuidados tomados no tratamento dos touros

O executivo americano Jim Hayworth assumiu o comando da Professional Bull Riders (PBR) em 2011, com o objetivo de transformar a montaria em touros em um esporte de sucesso. Ele acredita que vem cumprindo seus objetivos. “Movimentamos cerca de 350 milhões de dólares no último ano, e temos condição de competir com qualquer liga americana em força econômica, à exceção da NFL”, diz, citando a bilionária liga do futebol americano. Em visita ao Brasil para prospectar novos negócios, ele falou a VEJA sobre o crescimento do esporte no pais.

Como o senhor vê o crescimento do rodeio no Brasil? Estamos comemorando vinte anos de PBR nos Estados Unidos, e acho que os investidores do começo nem imaginavam como essa ascensão seria rápida, não apenas lá, mas em países como o México, o Canadá, a Austrália e especialmente o Brasil. Hoje vemos o Brasil como um mercado de muita oportunidade para o futuro, que talvez possa se tornar até maior do que os Estados Unidos. Acho que o sucesso no Brasil se baseia na identificação que as pessoas têm com o estilo de vida que cerca o rodeio e a montaria em touro. O crescimento da economia e a ascensão da classe média são fatores importantes, mas não é só isso: tem a ver com essa identificação entre o rodeio e a vida das pessoas, especialmente no interior do Brasil. Também entram outros fatores, como a exposição cada vez maior na televisão e em outras mídias, e o sucesso de peões brasileiros como Silvano Alves, que é o atual bicampeão mundial, e Adriano Moraes, que foi três vezes campeão.

Qual é o grande apelo para atrair mais fãs? Acho que os jovens querem esportes radicais, e o nosso é um deles. Pode ser tão atraente quando qualquer outro. Há o perigo e também a emoção, e são esses fatores que fazem as pessoas se interessar. Nós acreditamos que a montaria em touros é o esporte radical original, ele vem antes do motocross, do skate, do bungee jumping, e pode ser tão emocionante quanto qualquer um deles.

O senhor já tentou montar num touro? Não, eu sou grande demais e velho demais para isso. Já montei cavalos, mas nem se compara. Mas adoro assistir. Costumamos dizer que, comparando com o futebol, no rodeio temos um gol a cada oito ou dez segundos. É uma emoção diferente esperar para ver se é o touro ou o peão que vai vencer.

As denúncias de maus tratos aos animais tornaram os rodeios eventos polêmicos. Como os organizadores zelam pea saúde e o bem-estar dos touros? Quem tiver a oportunidade de acompanhar uma de nossas etapas poderá ver que os touros são tratados como popstars. Acho que temos até mais preocupação com eles do que com os peões! Ficamos atentos à alimentação deles, ao transporte entre uma e outra etapa... Cuidar dos animais e tratá-los com carinho e atenção é fundamental para o sucesso de nosso espetáculo. Além disso, tudo acontece numa arena aberta, com 50.000 pessoas assistindo. Nós não atrairíamos tanto público se os animais estivessem sendo maltratados diante de todo esse público.

Quanto dinheiro a indústria de rodeio movimenta hoje? Ainda não temos cálculos específicos no Brasil, mas sabemos que grandes eventos, como Barretos ou Americana, podem criar de 12.000 a 14.000 postos de trabalho temporários, desde a parte de luz, som e montagem das arquibancadas até a prestação de serviços e venda de produtos. Globalmente, podemos dizer que o PBR movimenta cerca de 350 milhões de dólares por ano. Acho que podemos competir com qualquer uma das ligas mais valiosas nos Estados Unidos, à exceção da NFL. Temos um esporte atraente para oferecer ao público e queremos conquistá-lo.

Por:   redação

Fonte: veja.abril
Foto: divulgação