Faz
10 anos que a aposentada Luisa Tereza da Conceição, de 78 anos, cursa natação
no Complexo Aquático Cláudio Coutinho. Com recursos limitados, ela precisa sair
cedo do Recanto das Emas, onde mora, para pegar o ônibus e chegar a tempo no
Plano Piloto para a aula gratuita das 11h. O local que transformou dona Luisa
em atleta da equipe máster tem hoje uma das poucas piscinas olímpicas públicas
do Distrito Federal.

Com cerca de 1.200 alunos matriculados nas aulas de natação,
o espaço com 50m de cumprimento e 21m de largura permanece movimentado nos dias
de aula. As oito raias olímpicas são convertidas em 20 semiolímpicas — na qual
o nado é feito na horizontal — para receber 80 nadadores por hora. “Essa é hoje
uma das piscinas olímpicas mais modernas e democráticas da cidade. Tem alunos
de todos os níveis e idades, além de ser muito acessível financeiramente”,
afirma a professora Ana Paula Gonçalves, referindo-se ao valor quase simbólico
de R$ 80 cobrado por semestre. Estudantes da rede pública de ensino e idosos
não pagam a taxa.
Preço semelhante
dificilmente é encontrado na capital. A mensalidade nas piscinas olímpicas
privadas, localizadas geralmente em clubes ou em grandes escolas de natação,
não custa menos de R$ 150. Ainda assim, alguns locais oferecem a estrutura por
menos. O Serviço Social da Indústria (Sesi) de Taguatinga é um deles. Com R$ 80
por mês, é possível fazer três aulas por semana. O valor é referente a pessoas
não associadas, sendo mais barato para trabalhadores de indústrias.
Se o aluno tiver menos de 18
anos, melhor. A instituição conta com o programa Sesi Atleta do Futuro, que
oferece vagas gratuitas aos jovens. “Atendemos crianças a partir de quatro anos
de idade com o objetivo de iniciá-las na modalidade e, quem sabe,
desenvolvermos um futuro atleta profissional”, destaca o coordenador de Esporte
e Lazer, Anderson Valadares. As crianças começam na piscina infantil e evoluem,
ao longo do treinamento, até a olímpica. Segundo Anderson, o Sesi conta com 800
vagas para o projeto.
Outra instituição que em breve oferecerá vagas para a
comunidade é a Universidade de Brasília (UnB). Com a reforma na piscina do
Centro Olímpico que retirou o espaço do hiato vivido por mais de seis anos, o
local repaginado volta às atividades neste semestre. Neste reinício, no
entanto, apenas os alunos da Faculdade de Educação Física terão acesso, mas a
expectativa é de que, ao longo do ano, o parque aquático seja aberto para
outros usuários no período do almoço e nos fins de semana.
No Plano Piloto
Melhor
estrutura
Complexo Aquático Cláudio Coutinho
Oferece aulas gratuitas para
alunos da rede pública de ensino, idosos e pessoas de baixa renda. Os demais
precisam pagar R$ 80 por semestre. Reformado para os Jogos Mundiais Escolares,
Gymnasiade, de 2013, o espaço tem a estrutura mais moderna do DF — em condições
semelhantes ao Centro de Treinamento do Corpo de Bombeiros. As matrículas são
abertas semestralmente.
Endereço:
Centro Poliesportivo Ayrton Senna (Asa Norte)
Fora do centro
Sesi de Taguatinga
Com até
R$ 80 por mês, é possível fazer aulas na piscina olímpica da instituição. O
valor fica mais barato para trabalhadores de indústrias. A instituição oferece
cursos gratuitos para jovens com até 17 anos pelo programa Sesi Atleta do
Futuro. São 800 vagas para o projeto.
Endereço:
QNF 24 Área Especial (Taguatinga Norte)
Promessa
Parque Aquático da UnB
Depois
de ficar seis anos parada, a piscina olímpica foi reformada e volta à ativa
neste semestre. Com o início das aulas, em 10 de março, apenas alunos da
Faculdade de Educação Física podem usá-la. Ainda neste ano, o local deve ser
aberto no horário do almoço e nos fins de semana para a comunidade.
Endereço:
Campus Universitário Darcy Ribeiro (Asa Norte)
Outras alternativas
Quando se diminui a área da
piscina, amplia-se o número de possibilidades. Com metade do comprimento — 25m
x 20m —, as semiolímpicas são facilmente encontradas nos Centros Olímpicos do
Distrito Federal. Segundo a Secretaria de Esporte do DF, Ceilândia, Setor O,
Riacho Fundo I, Santa Maria, Brazlândia, Estrutural, Gama, Samambaia, São Sebastião
e Recanto das Emas contam com os tanques d’água em pleno funcionamento. A
matrícula é gratuita e deve ser feita no local das aulas.
Outra instituição que reduz
o preço da natação em semiolímpicas é o Serviço Social do Comércio (Sesc). Sete
unidades espalhadas no Plano Piloto, em Taguatinga, no Gama, no Guará e em
Ceilândia oferecem aula por menos de R$ 100.
Por: redação
Fonte: Correio
Braziliense
Foto: Jéssica Raphaela
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